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Carta Aberta à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB - sobre o documento com recomendações para as próximas eleições

Qual quereis que eu vos solte: Barrabás ou Jesus, que se chama Cristo?(Mt,27,17)

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Excelências Reverendíssimas,

O que faz a diferença entre a palavra de um Bispo católico e a de um Político?

O político persegue votos e faz promessas, às quais nem sempre está disposto a cumprir.

O político nem sempre se atem às Leis Morais, pensando apenas naquilo que lhe renderá mais números nas urnas.

O político, se estivesse em Sodoma e Gomorra, jamais condenaria o pecado que ali se cometia, sob pena de comprometer sua eleição.

E colocados diante da pergunta de Pilatos, sem o menor escrúpulo, muitos escolheriam Barrabás...

Mas de um Bispo, de um Pastor de almas, o que se espera?

Espera-se sempre aquele conselho claro, límpido, sem rodeios. A voz de Jesus Cristo. O eco fidelíssimo da Santa Igreja Católica.

Espera-se aquela orientação que nos conduzirá a eleger aquele que é melhor para a defesa de Deus, de Sua Lei, do Santo Decálogo.

Espera-se que sempre nos indiquem - com clareza - quem é Cristo e quem é Barrabás! E nos digam: escolham a Cristo, e não Barrabás!

Assim, ficamos confusos ao tentar reconhecer essa voz inequívoca do Pastor ao longo e enfadonho texto do Documento da CNBB (comprove você mesmo) sobre as recomendações aos eleitores brasileiros nas próximas eleições, em outubro.

Evitar o político corrupto?

Claro que devemos evitá-lo! Mas muito mais grave que se enriquecer ilicitamente com o dinheiro público é aprovar e aplicar leis que violam os Mandamentos de Deus, destroem vidas inocentes, arruínam a família e negam o direito dos pais de educarem seus filhos.

Ficamos perplexos ao constatar que o documento da CNBB não assesta o foco naquilo que realmente interessa à consciência dos católicos.

Eis alguns importantes temas que não encontramos tratados no documento mencionado:

1) A raiz de toda a crise no país não é Política, nem Econômica, e nem Social, mas Moral. Portanto os católicos devem privilegiar a escolha de políticos que prezem não somente a família cristã, mas os Valores Cristãos em geral. É preciso uma orientação clara e sem rodeios sobre evitar de votar em políticos que não defendem os chamados “príncipios não negociáveis” lembrados por Bento XVI.

2) Muitos candidatos promovem o “aborto” e o chamado “‘casamento’ homossexual”. Um católico pode votar num político que defenda essas duas propostas? Que tipo de pecado ele, eleitor, comete se o fizer?

3) Há partidos que defendem “reformas” educacionais e projetos que visam incluir cartilhas imorais nos programas de educação infantil, as quais favorecem a sexualização prematura das crianças, o desvirtuamento do amor humano e até a presumível normalidade das relações homossexuais. Há igualmente partidos e candidatos que favorecem a distribuição gratuita de contraceptivos e preservativos, cujo uso é condenado pela Moral. Pode-se votar neles?

4) É lícito votar por quem promove a legalização das drogas, ou leis que abrandam a repressão do consumo e do tráfico?

5) Há partidos que promovem as invasões de propriedades rurais e urbanas como meio de fazer avançar a luta de classes e a erosão do direito de Propriedade Privada, entretanto garantido por dois Mandamentos da Lei de Deus e pela doutrina social da Igreja. É lícito apoiar essas propostas?

6) O respeito à dignidade humana e o combate a violência deve ser uma das primeiras preocupações de um eleitor católico na sua escolha eleitoral. Mas elas tem servido de pretexto para dificultar a repressão do crime e dos criminosos, aumentando o índice de violência do país, que já está entre os maiores do mundo. É lícito apoiar programas que, sob pretexto de direitos humanos, põem travas à ação da polícia e da Justiça e dão livre curso aos delinquentes?

Uma resposta clara dos Srs. Bispos a essas questões - que são aquelas das quais a imensa maioria dos fiéis esperam uma resposta - seriam de grande valia para que nós, católicos, possamos dar nosso voto ao candidato certo.

Mas não as encontramos abordadas no recente documento episcopal.

Por isso pedimos a Vossas Excelências um novo documento que, contrariamente ao atual, evite lavar as mãos nas questões controvertidas e dê um testemunho corajoso dos ensinamentos d’Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Nessa expectativa, pedimos a Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, que abençoe o povo brasileiro, para que, iluminado pelo Espírito Santo, faça prevalecer nas urnas o programa do tradicional cântico católico:

“Queremos Deus! Não contradigam à Lei Divina as nossas leis!”

Respeitosamente,

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